
Dor alguma é comparável àquela que surge após a desencarnação de um ser querido.
Ceifando a alegria de viver de quem fica no corpo, assinala profundamente os sentimentos de amor, deixando vigorosas marcas no campo emocional.
A morte, no entanto, é uma fatalidade inevitável, e todos aqueles que se encontram vivos no corpo, em momento próprio dele serão arrebatados.
Nada obstante esse conhecimento, as criaturas transitam na matéria como se esta devesse durar para sempre, não interrompendo o fluxo da energia, não decompondo, não sofrendo modificações através do tempo, não sucumbindo à inveitável desconexão celular.
Impregnando-se da matéria orgânica, o espírito adormece relativamente, olvidando o Grande Lar de onde procede, e intoxicando-se, de alguma forma, nos fluidos que sustentam o corpo.
A cultura e a convivência social, caracterizadas pelo utilitarismo, desde cedo infundem no ser necessidades que não são legitimas, criando condicionamentos que dizem respeito apenas ao prazer, em grave equívoco em torno dos objetivos da existência terrestre.
Por outro lado, as religiões tradicionais e muitas outras denominações evangélicas, preocupadas com o mundo, desecuidam-se do lado espiritual da jornada terrestre, estimulando os seus fiéis à conquista dos valores enganosos do mundo, distante dos compromissos libertadores da imortalidade.
Anteriormente, sem compreenderem o significado da renúncia e da abnegação, os religiosos, denominados por doentio fanatismo, propunham o ódio ao mundo, favorecendo terríveis cilícios e mortificações desnecessárias, mediante os quais se pretendia castigar o corpo, libertando o espírito.
A ignorância e a soberba de muitos teólogos e pastores religiosos desrespeitavam o amor, para afirmarem as determinações em nome do Deus terror, punitivo e cruel, que se impunha mediante as vergastadas da aflição desmedida nas criaturas que O buscavam.
Suplicios injustificáveis eram impostos àqueles que desejavam a plenitude, a perfeita integração no Seu amor, tornando-os amargos, distantes, indiferentes, alienados...
Imposições perversas eram apresentadas como salutares para a purificação, para libertação do pecado, que se encontrava mais na imaginação doentia desses líderes religiosos do que propriamente na conduta infeliz e sofredora dos candidatos ao aperfeiçoamento.
À medida, porém, que a cultura subistituiu a superstição e o conhecimento abriu campo para as investigações em torno do ser psicológico, essas práticas absurdas caíram em descrédito, tornando-se detestáveis e dignas de abominação.
Surgiram então novas propostas salvacionistars organizadas de maneira a seduzir os ambiciosos, que pretendem o reino dos Céus, mediante a conquista dos tesouros da Terra, permitindo-se a lavagem cerebral que lhes proporciona a fuga da realidade para as fantasias de ocasião, vestidas de fortuna, poder, destaque na comunidade, sem nenhuma estruturação emocional para a vida depois da morte.
Essa é tida como algo muito remoto de acontecer, ficando para posterior análise quando o tempo permitir.
Simultaneamente, a indiferença pela vida espiritual vem tomando corpo na sociedade, com exceções, naturalmente, dando margem a vivências religiosas perfeitamente integradas no contexto da conduta materialista de ocasião.
Reflita em torno da vida e da morte.
Dedica alguns minutos diários para pensar na transitoriedade da vida física.
Seus familiares, amigos, adversarios e perseguidores são companheiros da imortalidade, são bençãos para o teu crescimento espiritual. Aproveite o maximo para desenvolver os sentimentos fraternos, afeiçoando-te e libertando-te, porque chegará o momento em que te separarás do seu convívio físico.
Nunca te rebeles com a presença da morte no teu caminho evolutivo.
Voltarás a relacionar-te com aqueles que fazem parte da tua agenda de afetividade. Eles não desaparecerão do teu círculo, porquanto estarão inscritos como membros da tua família espiritual. Por isso, não se encontram ao teu lado, por acaso, por circunstância não prevista pela Divinidade.
Desse modo, tem em mente que a morte é instrumento de vida e jamais de extermínio, como alguns infelizmente a consideram.
Vive, pois, confiante em Deus, e cresce espiritualmente, a fim de que, no momento da tua morte, logo comece a tua ressureição em triunfo.(Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco 08/2007)
Dedico esse post a Luiza Mª Cunha Silva, esponha de Seu Zé que desencarnou ontem pela manhã depois de uma semana muito dificil. Peço muita paz e amparo aos espiritos de luz para ajuda-la nesste momento. E a Deus que de conforto ao coração de Seu Zé.
Que assim seja!
Amém!